Quem já assinou o contrato do tão sonhado primeiro apartamento sabe o sentimento que é, um misto de emoções indescritíveis.
Ver o projeto sair do papel e virar realidade é uma sensação incrível, mas… com ela, muitas vezes vem uma dúvida: o que é essa tal de taxa de obra que aparece no boleto? Preciso mesmo pagar? E por quanto tempo?
Essa é uma pergunta bastante comum entre clientes que estão financiando o imóvel pela Caixa Econômica ou outro banco. Afinal, ninguém quer ser pego de surpresa por um valor que não estava nos planos.
Para te ajudar a entender exatamente como funciona a taxa de obra e evitar dores de cabeça desnecessárias, reunimos aqui tudo o que você precisa saber. Vamos nessa?
Índice
O que é taxa de obra?
A taxa de obra nada mais é do que os juros cobrados pelo banco durante o período em que o seu imóvel ainda está sendo construído.
Ela não é uma invenção da construtora, nem um valor “extra” fora do financiamento: trata-se de um custo previsto por lei quando o comprador opta por financiar o imóvel na planta.
Funciona assim:
Quando você assina o contrato de financiamento com a Caixa (ou outro banco), a instituição começa a liberar os recursos para a construtora à medida que a obra avança.
Durante esse período, você não começa a amortizar a dívida ainda — isso só ocorre depois que o imóvel é entregue — mas já paga os juros incidentes sobre o saldo liberado para a obra.
Esses juros são conhecidos como taxa de evolução de obra, ou simplesmente taxa de obra.
É importante lembrar que a taxa de obra não é uma cobrança feita pela Sousa Araujo, e sim pelo banco financiador.
Portanto, ela não aumenta o valor do seu imóvel, mas também não reduz o saldo devedor principal. Ela é exclusiva para cobrir os juros durante a execução da obra.

Preciso mesmo pagar essa taxa?
Sim, se o seu imóvel foi adquirido através de financiamento habitacional, o pagamento da taxa de obra é obrigatório.
Isso está previsto nas regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que regulamenta os financiamentos imobiliários no Brasil.
Não pagar pode gerar atrasos, encargos adicionais, multas contratuais e até mesmo inadimplência junto ao banco.
O banco só começa a cobrar as parcelas “normais” (com amortização do saldo devedor) depois da conclusão da obra e entrega das chaves.
Até lá, esse valor é o que garante a liberação progressiva dos recursos para a construtora finalizar a sua unidade.
Por isso, é fundamental considerar a taxa de obra no seu planejamento financeiro desde o início. Ela geralmente começa baixa, já que o valor liberado para a obra é menor no começo, e vai aumentando conforme o andamento da construção.
Quando a obra termina, a taxa deixa de ser cobrada e você passa a pagar as parcelas do financiamento conforme o contrato.
Quanto custa a taxa de obra?
Não existe um valor fixo para a taxa de obra, pois ela é calculada com base no saldo liberado e na taxa de juros contratada no seu financiamento. Por isso, ela varia mês a mês e de cliente para cliente.
Em resumo, no início da obra ela é bem mais baixa, já que pouco capital foi liberado, e aumenta à medida que a construção avança e mais parcelas são liberadas pelo banco para a construtora.
Um exemplo prático:
Se no primeiro mês o banco liberou apenas 10% do valor total do financiamento, os juros cobrados incidirão apenas sobre esses 10%.
No final da obra, quando 100% já tiver sido liberado, a taxa estará próxima do valor da parcela final do financiamento, sem amortização do principal ainda.
É importante sempre conferir no seu boleto bancário ou no aplicativo do banco o valor atualizado e esclarecer dúvidas diretamente com o gerente da sua conta.
Ah, vale ressaltar que, além da taxa de obra, não são cobradas outras taxas adicionais pela Sousa Araujo durante a construção, além daquelas já previstas em contrato. Ou seja, não há surpresas fora do que já foi informado a você no momento da compra.

Posso evitar ou reduzir a taxa de obra?
A taxa de obra não pode ser simplesmente evitada se você financiou o imóvel ainda na planta.
No entanto, há algumas estratégias que podem te ajudar a reduzir o impacto dessa cobrança no seu bolso. Uma delas é dar uma entrada maior na hora da compra, diminuindo o valor a ser financiado e, consequentemente, os juros incidentes durante a obra.
Outra alternativa para quem tem mais recursos disponíveis é amortizar parte da dívida já durante a obra, diminuindo o saldo devedor sobre o qual a taxa incide.
Esse movimento precisa ser bem planejado e alinhado com o banco para garantir que você não comprometa o seu orçamento futuro.
De toda forma, a melhor maneira de lidar com a taxa de obra é se organizar financeiramente e já contar com esse custo no seu planejamento até a entrega das chaves.
Conte com a Sousa Araujo para esclarecer suas dúvidas
A compra de um imóvel é um momento muito importante, e nada mais justo do que ter toda a transparência e segurança para tomar suas decisões.
Por isso, a equipe da Sousa Araujo está sempre à disposição para esclarecer cada detalhe do seu contrato e tirar qualquer dúvida que você tenha sobre a taxa de obra ou outros assuntos relacionados ao financiamento.
Se quiser conversar com um de nossos consultores ou conhecer melhor as condições dos empreendimentos em andamento, é só acessar nosso site ou visitar uma de nossas lojas.